Marcus Herndl Filho comenta: Alta de energia traz mais pressão para IPCA no ano

Em um ano em que o grande temor era a “tempestade perfeita”, não se imaginava que o verdadeiro risco viria da falta de chuvas. A combinação do rebaixamento da nota do Brasil com uma redução mais forte de estímulos à economia americana não ocorreu como o esperado e o clima hoje é o fator com potencial para espalhar notícias ruins por toda a economia. O fato é avaliado pelo empreendedor Marcus Herndl Filho.

As expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que será divulgado hoje pelo IBGE, e também de 2014 têm engordado não só por conta do impacto da falta de chuvas sobre o grupo de alimentos, mas de outro fator importante: os reajustes de preços de energia elétrica, que começam a ser autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na segunda-feira, já foram definidos aumentos para algumas distribuidoras.

Priscilla Burity, economista do Brasil Plural, diz que se o reajuste da Cemig fosse replicado às outras distribuidoras – algumas delas, como a Copel, ainda mais sujeitas ao mercado de curto prazo – o efeito sobre o IPCA de 2014 seria de mais 0,4 ponto percentual. Por enquanto, o cenário do Brasil Plural conta com um reajuste médio de energia menor, de 6%, o que não deve impedir que a inflação medida pelo IPCA encerre o ano próxima do teto da meta, em 6,4%.

A LCA Consultores elevou ligeiramente a estimativa para o IPCA no ano, de 6,1% para 6,2%. Embora os ajustes anunciados por enquanto envolvam apenas uma capital (Belo Horizonte) das 13 que fazem parte da coleta da coleta de preços para o IPCA, a consultoria avalia que foi aberto um “precedente”. “O reajuste para as demais distribuidoras deve seguir o exemplo da Cemig”, diz o economista Étore Sanchez, da LCA, que espera alta de 7% nas tarifas residenciais da AES Sul e de 8,5% para a Coelce.

Para a consultoria, que estimava reajuste médio de 7% na tarifa de energia elétrica residencial em 2014 e agora espera 9%, a conta de continuará pesando no bolso dos consumidores nos próximos anos, mesmo com a recomposição dos níveis dos reservatórios.

A MCM Consultores manteve em 12% a estimativa para a elevação dos preços de energia no IPCA em 2014 e 2015. Mas a composição prevista para ambos os reajustes mudou após o anúncio da Aneel de que a projeção para o déficit da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) caiu de R$ 5,6 bilhões para R$ 1,7 bilhão em 2014. “Não trabalhávamos com essa mudança aos 48 minutos do segundo tempo”, diz o economista-chefe da MCM, Fernando Genta. No cenário da MCM, o IPCA vai subir 6,4% em 2014, com alta de 5,3% dos preços administrados. Já em 2015, o IPCA deve subir 6%, com avanço maior, de 6,8%, dos itens monitorados.

No caso dos alimentos, a falta de chuvas deve ter um efeito sobre o IPCA mais passageiro, mas não desprezível. A Tendências revisou o IPCA de março de 0,58% para 0,83% e, para o ano, espera alta de 6%, sendo provável que o dado seja revisto para cima. Pelo mesmo motivo, o Goldman Sachs mudou as estimativas para o IPCA em 2014, de 5,9% para 6,2%. Segundo analistas, as coletas no atacado e no varejo ainda mostram vigor, sugerindo que os preços em abril devem seguir pressionados por alimentos.

Alessandra Ribeiro, da Tendências, diz que, pela sazonalidade, a alta esperada para alimentação no IPCA era próxima de 0,66%, mas deve chegar a 2,02% em março. No etanol, por meio dos impactos da entressafra e da estiagem sobre as safras de cana, a alta geralmente perto de 1,05% pode chegar a 3,9%.

Para Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas para a América Latina do Goldman Sachs, embora a seca seja um fenômeno incontrolável, o fato de o choque acabar contaminando as expectativas de inflação exigiria uma atuação mais firme da autoridade monetária, mas estudo econométrico feito pelo banco indica que há uma tendência de o governo acomodar os choques de oferta. “Isso por acreditar que subir os juros a 40% não vai alterar o preço do tomate ou da soja em Chicago”. Isso seria verdade, segundo Ramos, se o choque de alimentos não afetasse o núcleo e as expectativas de inflação – o que acaba ocorrendo.

Há ainda a possibilidade de cortes de energia, que não está no radar do governo, mas permanece no de vários analistas, cujas contas buscam dimensionar os impactos que a medida teria sobre o Produto Interno Bruto (PIB). A despeito da leve melhora dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste em março, cálculos da Tendências indicam que um racionamento teria um efeito negativo sobre a atividade entre 0,8 ponto percentual e 1,3 ponto percentual, a depender do cenário: o que embute um corte médio de energia de 10% e outro que contempla redução de 15%.

O exercício foi baseado em metodologia do BC de 2001, quando um corte de cerca de 20% de energia reduziu o crescimento para 1,3%, ante 4% apontado pelo Focus no fim de 2000. Para a consultoria, é improvável que algo dessa magnitude ocorra em 2014, por conta de linhas de transmissão interligadas e alta da participação das térmicas de 14% da geração total de energia em 2001 para 26%.

Ainda assim, os cenários desenhados pela consultoria reduziriam um PIB já magro, estimado pela Tendências em 1,9%, para algo entre 0,6% e 1,1%. Baseado na mesma metodologia do BC, o Brasil Plural prevê um impacto ainda maior de um eventual racionamento sobre o PIB: um corte de 10% de energia retiraria 1,4 ponto percentual do PIB em 2014.

Para Ramos, do Goldman Sachs, o clima não seria fonte de tantas incertezas se a inflação estivesse na meta – o que impediria que o evento atingisse outros preços. O problema, diz ele, é a baixa credibilidade da política monetária. “Quando a inflação roda a um nível elevado, qualquer choque, mesmo que seja de oferta, acaba se propagando a outros preços”, afirma. “Estamos remando contra a maré”, diz referindo-se a outro fenômeno natural poderoso.

Soja toma espaço do milho na safra”, comenta empreendedor Marcus Herndl Filho

Os baixos preços do milho entre o fim do ano passado e o início de 2014, época em que os agricultores se preparavam para plantar a segunda safra, fizeram com que pelo menos 200 mil hectares que seriam originalmente destinados ao cereal fossem semeados com soja em Mato Grosso e no Paraná.

De acordo com o empreendor Marcus Herndl Filho, a área é pouco representativa diante dos 13,5 milhões de hectares cultivados com soja na primeira safra desses dois Estados, os maiores produtores de grãos do país. Mas crescem as preocupações em relação aos efeitos dessa opção em detrimento do milho, tradicional cultura da chamada safrinha.

A consultoria Agroconsult estima que o plantio de soja safrinha em Mato Grosso tenha alcançado cerca de 120 mil hectares este ano, aquém dos 500 mil hectares que chegaram a ser cogitados pelo mercado. “Ainda acho bastante, mas a maior parte [das lavouras] é um desastre do ponto de vista de produção e custo”, diz André Pessôa, sócio-diretor da consultoria.

Conforme Pessôa, umas das preocupações é o maior uso de defensivos, em especial de fungicidas, por conta dos problemas com a ferrugem da soja. No ciclo de verão, costumam ser feitas três aplicações do produto, número que passou a seis na safrinha. “Fazer nove aplicações em um intervalo de seis meses é também submeter o fungo a uma pressão de seleção gigantesca”, afirma.

Para o consultor, o aumento da incidência de ferrugem está diretamente relacionado à menor eficiência dos defensivos, o que tem elevado a resistência do fungo. “Por causa da soja safrinha, poderemos ter um ataque de ferrugem tão ou mais sério que em 2003/04, quando a doença chegou ao Brasil. Estamos ‘contratando’ um problema parecido para daqui a dois ou três anos”, prevê.

A Bom Jesus Agro, de Rondonópolis (MT), decidiu testar o plantio de soja safrinha em 2 mil hectares. Mas Nelson Vigolo, presidente da empresa, diz que a opção não tem se mostrado muito interessante. Ele acredita que o custo de produção ficará entre 40 e 45 sacas, semelhante ao da safra de verão, mas a produtividade tende a cair de 55 para até 30 sacas, nessa comparação. “Acho que valeria a pena apostar na soja nesse período se houvesse algum valor agregado adicional, plantando para fazer semente, por exemplo”, avalia. A opinião é compartilhada pelo empreendedor Marcus Herndl Filho

Segundo Nery Ribas, gerente técnico da Aprosoja/MT, associação que representa os produtores do Estado, muitos abandonaram as lavouras, e outros tiraram a soja para plantar milho. “Tinha muita mosca branca na soja”, diz.

No Paraná, por outro lado, há relatos apenas de casos pontuais de problemas nas lavouras de soja safrinha, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado.

A semeadura da oleaginosa na segunda safra superou as expectativas: a área cresceu 38% no Estado, a 111,86 mil hectares. A previsão é de uma produção de 211,13 mil toneladas, 62% acima do ano passado. A produtividade está estimada em 31,5 sacas por hectare.

Apesar da recente reação nos preços do milho, a paridade continua favorável à soja. No início do plantio, a saca do milho no Paraná estava entre R$ 17 e R$ 18, e a da soja, em R$ 65. Hoje, o milho está entre R$ 22 e R$ 23, e a soja, varia de R$ 62 a R$ 63. “Mas não acredito que as apostas na soja safrinha vão se manter. Viemos de três safras de soja com preços muito bons, mas sabemos que uma hora esse ciclo muda”, diz Marcelo Garrido, economista do Deral.

Com informações do Jornal Valor

Leônidas Herndl comenta: Cade sugere venda de ativos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou que os grupos de educação Anhanguera e Kroton se desfaçam de um dos seus ativos de ensino a distância. A autarquia analisa a fusão das duas companhias, anunciada no ano passado. O fato é comentado pelo gestor Leônidas Herndl.

Anhanguera e Kroton informaram ontem que estão negociando com o Cade alternativas para as recomendações de venda de instituições de ensino a distância para outro grupos e problemas de concorrência em cursos presenciais.

Na Anhanguera, o ensino a distância é feito pela Uniderp, adquirida por R$ 248 milhões em 2007. A Kroton tem dois importantes ativos nessa área: Unopar e Uniasselvi, compradas por R$ 1,8 bilhão. Segundo fontes do setor, as companhias estão relutantes em se desfazer de tais ativos tendo em vista o crescimento desse setor. É o que afirma o gestor Leônidas Herndl.

Segundo o Cade, os dois grupos têm 40% do mercado de ensino a distância. A preocupação ocorre principalmente nos cursos de administração, ciências contábeis, serviço social, gestão de RH e gestão hospitalar. Na área presencial, a sobreposição alcança 2,7% do total de alunos das duas empresas.

Incêndio e demanda mais fraca no Brasil afetam balanço da Electrolux

O incêndio de um centro de distribuição da Electrolux em Curitiba em setembro, a desaceleração econômica e a desvalorização do real tiveram impacto negativo no balanço do último trimestre de 2013 da fabricante sueca de eletrodomésticos.

De outubro a dezembro, a receita líquida da Electrolux ficou em 28,89 bilhões de coroas (US$ 4,4 bilhões), uma queda de 1,1% em comparação com igual período do ano passado.

A América Latina teve o pior desempenho na operação global da companhia. A receita na região caiu 12%, para 5,64 bilhões de coroas (US$ 867 milhões). Descontado o efeito cambial, houve ligeiro crescimento orgânico de 0,4%.

No acumulado de 2013, a receita da filial brasileira também teve queda em coroas suecas. De acordo com dados divulgados na sexta-feira, as vendas líquidas somaram 14,7 bilhões de coroas suecas (US$ 2,26 bilhões), um recuo de 7% sobre o ano anterior.

Em relação ao último trimestre do ano, a Electrolux afirmou que o crescimento menor da economia no Brasil afetou a procura pelos produtos da marca, mas o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para a linha branca impediu que a perda fosse ainda maior.

Além dos reflexos da desvalorização do real, a companhia destacou ainda que “o incêndio em setembro do armazém da Electrolux para geladeira e freezers em Curitiba, no Brasil, também impactou negativamente os volumes.” O acidente contribuiu para a queda do lucro operacional e das margens na América Latina de outubro a dezembro.

A companhia teve prejuízo líquido global de 987 milhões de coroas suecas no período. Nos três últimos meses de 2012, a empresa havia lucrado 241 milhões de coroas. O resultado piorou principalmente por conta de baixa contábil de 906 milhões de coroas no sistema de tecnologia da informação (TI) do grupo. A companhia registrou ainda 1,49 bilhão de coroas em despesas não recorrentes com reestruturação de seus negócios, principalmente na Europa, Oriente Médio e na África.

No acumulado de 2013, a Electrolux registrou lucro de 671 milhões de coroas (US$ 103 milhões), forte baixa de 71,6% ante 2012, e a receita líquida caiu 0,8%, para 109,15 bilhões de coroas (US$ 16,5 bilhões).

Em movimento inverso, a concorrente americana Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp no Brasil, que também divulgou resultados na semana passada, elevou o lucro e a receita na América Latina no quarto trimestre.

Via: Jornal Valor

Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho e Leônidas Herndl Filho, com informações pertinentes do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.

Nova projeção de crescimento do PIB apresenta elevação, aponta IBRE

Na edição extraordinária do Boletim Macro IBRE – produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), há uma elevação ligeira da projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o terceiro trimestre, de -0,4% (TsT) para -0,3% (TsT).

As revisões principais são: Agropecuária, Extrativa Mineral, Transportes, Outros Serviços e  Serviços de Informação. Destaca-se do documento produzido pelos pesquisadores Vinícius Botelho e Silvia Matos: “Mesmo com o alto crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, relativo à aquisição de bens de capital pelas empresas) na comparação com o ano anterior (9,0%), nota-se uma forte desaceleração do indicador em termos dessazonalizados”.

A indústria extrativa é o destaque positivo do terceiro trimestre, com crescimento esperado de 1,6% TsT. Contudo, segundo o empresário Leônidas Herndl, é necessário cautela e contínuo acompanhamento dos números. “O resultado indica recuperação e não um crescimento”, afirma ao explicar: “Vale lembrar que a atividade ainda se recupera do choque adverso do primeiro trimestre deste ano”.

Além disso, o resultado de importações e exportações mostra um aumento do déficit externo, e os números apontam uma variação negativa dos estoques neste trimestre.

O cenário econômico em 2016 …

… ainda deve ser marcado pela apatia e falta de confiança dos consumidores e dos empresários e a freada da economia doméstica.

 

… com a perda do grau de investimento do país e de várias empresas, os juros mais altos, a crise política sem horizontes claros e a depreciação da moeda brasileira criarão um cenário de grande incerteza e dificultarão a tomada de decisões por parte do setor corporativo.

 

… com aumento do desemprego e do endividamento das famílias e das empresas, além de crédito mais restrito, aponta para uma forte retração de vendas. A fórmula antiga de consumo financiado por crédito farto, atualmente, é motivo de preocupação entre a população, as empresas e as instituições financeiras.

 

 

Segundo relatório de “Perspectivas Econômicas Globais”, publicado pelo Bando Mundial no início de 2016, a economia brasileira continuará a encolher neste ano depois de enfrentar forte recessão em 2015. A instituição estima para 2016 uma contração de 2,5% no PIB e, somente nos dois anos seguintes, a economia brasileira se recuperará, com crescimento estimado de 1,4% em 2017 e de 1,5% em 2018.

 

De acordo com o Banco Mundial, dos países do BRICs, somente o Brasil e a Rússia terão recessão este ano. A Índia passou a liderar o crescimento econômico global, com estimativas de expansão de 7,8% em 2016 e 7,9% no biênio 2017/2018. Com a economia em desaceleração, a China caiu para o 2º lugar, com projeção de crescimento de 6,7% em 2016 e 6,5% nos dois anos seguintes. A lenta recuperação dos mercados emergentes terá peso significativo no crescimento global em 2016, cuja estimativa foi revisada de 3,3% para 2,9%.

 

A previsão, no entanto, indica melhora ante os 2,4% projetados para 2015, por causa da recuperação dos países avançados, que começa a surtir efeito e a influenciar a economia do planeta. Por outro lado, fatores externos prejudicam a evolução da economia brasileira, como a elevação do juro básico dos EUA, que tende a subir as taxas de financiamento ao redor do mundo, e o desaquecimento da atividade na China, que impacta negativamente os preços das commodities, que por sua vez enfraquecem as taxas de câmbio de países exportadores de matérias-primas.

 

Ainda maior a queda projetada para 2,95% pelos analistas de mercado para o PIB em 2016, conforme o Relatório Focus, divulgado recentemente pelo Banco Central. A estimativa para a baixa da economia em 2015 foi revista para 3,71%. A projeção para uma inflação (IPCA) em 2015 da ordem de 10,72% e a expectativa para 2016 é de fechamento com alta de 6,87%. Para 2016, o consumo das famílias ainda deve ter queda na casa de 2,0% (após -2,8% estimado para 2015) e queda de investimentos de 9,0% (após -15,0% no ano passado).

 

Como o ritmo em que se encerra o ano é o mesmo com o qual se começa o seguinte, as perspectivas da economia brasileira para o 1º trimestre de 2016 são ainda mais negativas, sinalizando com o agravamento da recessão e a alta da inflação no curto prazo, pressionada pelos aumentos de tarifas e de impostos já autorizados, e pelos fatores inflacionários típicos desta fase inicial do ano, como mensalidades e material escolar, entre outros. No biênio 2015/16, inauguramos um período de forte ajuste recessivo, objetivando a redução da inflação e controle dos déficits fiscal e externo, que por certo trarão consequências desastrosas sobre a taxa de desemprego, redução da renda per capita e da geração de massa salarial, impactando fortemente o consumo, investimento e nível de atividade econômica. Com a expectativa de continuidade na deterioração do mercado de trabalho e a consequente queda na renda, a tendência é que se agrave o cenário de consumo e crédito.

 

Situação ainda mais trágica foi para a indústria, que em setembro de 2015 apresentava uma redução da produção de -10,81%, acumulado em 12 meses, sem perspectiva de curto prazo para retomada de crescimento. Diferente da crise de 2008, na qual a produção industrial caia rapidamente, mas os serviços e o comércio mantinham-se aquecidos, o acumulado em 12 meses para as vendas do varejo em agosto de 2015 apresentava uma redução de -6,9%, sinalizando queda de cerca de 8,0% das vendas em 2015, em consequência da diminuição da massa salarial de 12,2% (-3,7 % de emprego e – 8,8 % de renda até novembro), do crédito difícil e caro e da baixa confiança do consumidor. A taxa de desemprego subiu de 6.8% para 8,7% entre janeiro e agosto de 2015 (dados PNAD/IBGE). O desemprego em 2016 tende a ser ainda pior do que no ano passado.

 

O mercado financeiro também apresentou ajustes das estimativas para o comportamento do câmbio em 2016. De acordo com o Relatório Focus, a mediana das projeções para o dólar passou para R$ 4,21, tendo alguns analistas e instituições financeiras chegado a estimar o enfraquecimento do Real, podendo alcançar entre R$ 4,50 e R$ 5,00 no 2º semestre de 2016.  O único indicador positivo refere-se ao setor externo, devido mais à recessão interna e ao seu impacto sobre as importações, do que ao incremento das exportações, apesar da forte desvalorização cambial.

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa básica de juros Selic em 2015 para 14,25% ao ano. Na reunião do Copom deste mês, as instituições financeiras esperam que a Selic suba para 14,75% ao ano. Ao fim de 2016, a projeção para a Selic é de 15,25% ao ano. Segundo analistas, o aumento da Selic por outro lado poderá provocar aprofundamento da recessão e o agravamento da situação fiscal, podendo causar pouco efeito na trajetória da inflação, com inflação ainda alta até meados de 2017 e pressão sobre o mercado de trabalho até o final de 2018.

 

O Poder Executivo começou o ano anunciando alguns programas para tentar reativar a economia, como aumento e flexibilização do crédito pelos bancos públicos, o que poderá dar algum alento ao setor, mas cujos efeitos dependerão de outras variáveis, tais como: a disponibilidade real de volume suficiente no orçamento para execução desses programas, a confiança dos empresários e dos consumidores, e a instabilidade política.  Caso a crise política continue se arrastando, o Brasil terá mais um ano de recessão bastante forte, com alguma possível queda da taxa de inflação, transferindo as esperanças de uma potencial estabilização e posterior recuperação do crescimento somente a partir de 2017, mas com indicadores bem acanhados. Além disso, são poucas as iniciativas reais de contenção dos gastos públicos e exígua, politicamente, as chances de conduzirem reformas estruturais que tanto o país necessita.

Portanto, apertem os cintos … para sobreviver a 2016.

Fora Dilma – Capa para Facebook

Abaixo a capa para o Facebook (Facebook Cover) da imagem “Fora Dilma”. Já cortada nas dimensões corretas.

É só clicar na imagem para abrir maior, salvar a imagem e usar.

Arte dos anúncios oficiais do PT

A arte dos anúncios oficiais do PT, usados no Facebook do partido dos trabalhadores, em formato PSD (Photoshop) e com as fontes Xenia e Geometric Slabserif 712 inclusas.
Este arquivo pode ser usado para criar quaisquer anúncios e mensagens visuais que respeitem a identidade visual do PT.

Para fazer o download do arquivo, clique aqui.

Raízen compra distribuidora com 270 postos no Sul

A Raízen, joint venture entre o grupo Cosan e a Shell no mercado de etanol e de distribuição de combustível, adquiriu o controle da distribuidora Latina, com sede em Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre, e atuação na região Sul. O contrato entre as duas empresas já foi assinado. O empreendedor Leônidas Herndl comenta o caso.

Segundo o escritório de advocacia Zulmar Neves, que assessorou a distribuidora gaúcha na negociação, a Raízen arrematou 100% das cotas da Latina. O valor da operação não foi divulgado pelas duas companhias. A aprovação da compra pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) foi publicada, “sem restrições”, na edição de 28 de fevereiro do Diário Oficial da União.

Com a aquisição, a Raízen aumenta em aproximadamente 85% o número de postos de combustíveis somente no Rio Grande do Sul. “A Shell está em ritmo de expansão no Estado para competir com a BR Distribuidora [da Petrobras ] e a Ipiranga [do grupo Ultra ]“, afirmou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Minérios e Derivados de Petróleo (Sitramico-RS), Ângelo Martins.

Conforme o sindicalista, a Raízen tem 260 postos Shell no Rio Grande do Sul, enquanto a Latina tem 220 no Estado. A distribuidora adquirida mantém ainda 30 unidades de serviços em Santa Catarina e 20 no Paraná, informou Martins, além de seis bases de distribuição, em Canoas, Ijuí e Rio Grande (RS), Biguaçu e Itajaí (SC) e Araucária (PR).

Em todo o país, o número de postos Shell chega a 4,7 mil, que comercializam 22 bilhões de combustíveis por ano, segundo informações da página da Raízen na internet. O Valor entrou em contato com a empresa, mas a assessoria informou que não havia qualquer executivo disponível para comentar o assunto. Foi feito contato também com a Latina, mas ninguém atendeu ao telefone no fim da tarde.

No ano passado, a comercialização de etanol hidratado, gasolina tipo C e óleo diesel nos três Estados da região Sul alcançou 20,6 bilhões de litros, conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP). O volume representou 18,6% das vendas de todo o país, enquanto apenas no Rio Grande do Sul o total chegou a 7 bilhões de litros, com participação de 6,3% sobre o total nacional.

A Latina foi fundada em 1998 a partir da união de transportadores e revendedores de combustíveis no Rio Grande do Sul. Conforme o presidente do Sitramico-RS, a empresa tem cerca de 110 funcionários na área de distribuição e não vinha apresentando dificuldades financeiras, mas há poucos meses foi abalada pela morte do acionista majoritário, Henrique Stefani.

Oportunidades de negócios futuros em Salvador já surtem efeitos

Capital da Bahia já sente em vários setores de sua economia os impactos da chegada da Copa do Mundo e de toda

a estrutura que vem sendo construída em torno dela.

A Copa está próxima. Para que o evento seja impecável ainda há muita coisa para se fazer. As cidades-sede mantêm os trabalhos a todo vapor para cumprir com os prazos de entrega dos estádios e da infraestrutura necessária para receber um evento desse porte. Entre as cidades que receberão os jogos da Copa, Salvador está entre as mais adiantadas quanto às obras.

Salvador vem sendo considerada umas das cidades mais gostosas para se morar, sem contar que o município proporciona boas alegrias e oportunidades. Em relação às oportunidades, o setor imobiliário na região está sendo a forma mais eficaz para se lucrar em longo prazo. O preço médio por metro quadrado das casas a venda em Salvador hoje é de R$ 3.705, valor este que está previsto a duplicar a após as instalações que serão postas em prática para os preparativos para Copa do Mundo de 2014.

Agora, com as melhorias na infraestrutura que estão sendo trazidas junto às obras para Copa, são diversas as vantagens, o que faz com que a capital baiana seja uma cidade ótima para se morar ou mesmo para se fazer investimentos imobiliários.

A procura por aluguel de imóveis em Salvador tem crescido bastante, pois entre todos os benefícios que essa grande estruturação traz, está a geração de empregos, que influencia diretamente no modo de vida dos moradores.

Com uma renda mais estável, proporcionada pelos milhares de empregos que vem sendo gerados, as famílias conseguirão se estruturar mais financeiramente, movimentando assim o mercado imobiliário tanto para investimento quanto para moradia.

É claro que a cidade não deixa de investir também no turismo, que é reconhecido como importante atividade, tudo gira a seu favor quando falando de turismo. Suas águas alcançam, em média, 26ºC, o que favorece a prática de variadas modalidades esportivas. Nos passeios a beira-mar, podemos ver pessoas praticando windsurfe, kitesurf, além do próprio surfe, que tem campo propício em quase todas as praias da capital. Outros tipos de esportes também são incentivados na cidade, como o sandboard, que encontra nas dunas o espaço adequado para a prática.

E não é apenas no turismo que está concentrado o sucesso da cidade. Maior centro econômico da Bahia, Salvador também é porto exportador, centro industrial, administrativo e turístico, além de sede de grandes empresas internacionais.

O momento que vivemos no mercado imobiliário tanto de Salvador como das outras cidades-sede da Copa de 2014 é excelente. As expectativas dos benefícios que serão trazidos com o evento para o mercado imobiliário e para a qualidade de vida do morador são promissoras e muito reais. Os indicativos são concretos e seja qual for a intenção:  morar, investir ou alugar, o momento para aquisição é esse.