Leônidas Herndl comenta: Cade sugere venda de ativos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou que os grupos de educação Anhanguera e Kroton se desfaçam de um dos seus ativos de ensino a distância. A autarquia analisa a fusão das duas companhias, anunciada no ano passado. O fato é comentado pelo gestor Leônidas Herndl.

Anhanguera e Kroton informaram ontem que estão negociando com o Cade alternativas para as recomendações de venda de instituições de ensino a distância para outro grupos e problemas de concorrência em cursos presenciais.

Na Anhanguera, o ensino a distância é feito pela Uniderp, adquirida por R$ 248 milhões em 2007. A Kroton tem dois importantes ativos nessa área: Unopar e Uniasselvi, compradas por R$ 1,8 bilhão. Segundo fontes do setor, as companhias estão relutantes em se desfazer de tais ativos tendo em vista o crescimento desse setor. É o que afirma o gestor Leônidas Herndl.

Segundo o Cade, os dois grupos têm 40% do mercado de ensino a distância. A preocupação ocorre principalmente nos cursos de administração, ciências contábeis, serviço social, gestão de RH e gestão hospitalar. Na área presencial, a sobreposição alcança 2,7% do total de alunos das duas empresas.

Sequestro surpreendente no Shopping

O gestor de Shopping Center, Edilson Mota Oliveira relata um dos casos que mais repercutiram durante a sua atuação como gestor em um shopping de São Paulo: um sequestro dentro do Shopping.

Confira o relato:

Esta também não é nova, mas sim de uma época que os sequestros relâmpagos ainda eram novidade em São Paulo. Por volta de 1996. Eu era Superintendente de um importante Shopping de São Paulo e tivemos uma cliente sequestrada no estacionamento do Shopping. Se hoje já seria um problemão, imaginem naquela época que isto ainda era novidade!

Não vou mentir para vocês: foi uma loucura! Toda diretoria correndo com assessoria de imprensa para não vazar a notícia, acompanhamento junto a policia etc… Nosso Gerente Geral de Segurança sempre muito eficiente, antenado e preocupado e, exatamente por isso, já tinha equipamentos modernos no estacionamento etc…

Enfim, em menos de uma hora, nosso chefe de segurança trás a noticia mais complicada do dia: não só era verdade que o sequestro havia ocorrido dentro do shopping, como o sequestrador era nosso funcionário e da equipe de segurança! Fala sério?! Bom, caso desvendado e cliente salva – graças a Deus!

Aliás, por termos uma equipe eficiente não só na gestão da segurança ( que solucionou o caso rapidamente), ainda tivemos uma ótima gestão da comunicação, visto que a notícia não vazou para a imprensa.

Incêndio e demanda mais fraca no Brasil afetam balanço da Electrolux

O incêndio de um centro de distribuição da Electrolux em Curitiba em setembro, a desaceleração econômica e a desvalorização do real tiveram impacto negativo no balanço do último trimestre de 2013 da fabricante sueca de eletrodomésticos.

De outubro a dezembro, a receita líquida da Electrolux ficou em 28,89 bilhões de coroas (US$ 4,4 bilhões), uma queda de 1,1% em comparação com igual período do ano passado.

A América Latina teve o pior desempenho na operação global da companhia. A receita na região caiu 12%, para 5,64 bilhões de coroas (US$ 867 milhões). Descontado o efeito cambial, houve ligeiro crescimento orgânico de 0,4%.

No acumulado de 2013, a receita da filial brasileira também teve queda em coroas suecas. De acordo com dados divulgados na sexta-feira, as vendas líquidas somaram 14,7 bilhões de coroas suecas (US$ 2,26 bilhões), um recuo de 7% sobre o ano anterior.

Em relação ao último trimestre do ano, a Electrolux afirmou que o crescimento menor da economia no Brasil afetou a procura pelos produtos da marca, mas o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para a linha branca impediu que a perda fosse ainda maior.

Além dos reflexos da desvalorização do real, a companhia destacou ainda que “o incêndio em setembro do armazém da Electrolux para geladeira e freezers em Curitiba, no Brasil, também impactou negativamente os volumes.” O acidente contribuiu para a queda do lucro operacional e das margens na América Latina de outubro a dezembro.

A companhia teve prejuízo líquido global de 987 milhões de coroas suecas no período. Nos três últimos meses de 2012, a empresa havia lucrado 241 milhões de coroas. O resultado piorou principalmente por conta de baixa contábil de 906 milhões de coroas no sistema de tecnologia da informação (TI) do grupo. A companhia registrou ainda 1,49 bilhão de coroas em despesas não recorrentes com reestruturação de seus negócios, principalmente na Europa, Oriente Médio e na África.

No acumulado de 2013, a Electrolux registrou lucro de 671 milhões de coroas (US$ 103 milhões), forte baixa de 71,6% ante 2012, e a receita líquida caiu 0,8%, para 109,15 bilhões de coroas (US$ 16,5 bilhões).

Em movimento inverso, a concorrente americana Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp no Brasil, que também divulgou resultados na semana passada, elevou o lucro e a receita na América Latina no quarto trimestre.

Via: Jornal Valor

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Nova projeção de crescimento do PIB apresenta elevação, aponta IBRE

Na edição extraordinária do Boletim Macro IBRE – produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), há uma elevação ligeira da projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o terceiro trimestre, de -0,4% (TsT) para -0,3% (TsT).

As revisões principais são: Agropecuária, Extrativa Mineral, Transportes, Outros Serviços e  Serviços de Informação. Destaca-se do documento produzido pelos pesquisadores Vinícius Botelho e Silvia Matos: “Mesmo com o alto crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, relativo à aquisição de bens de capital pelas empresas) na comparação com o ano anterior (9,0%), nota-se uma forte desaceleração do indicador em termos dessazonalizados”.

A indústria extrativa é o destaque positivo do terceiro trimestre, com crescimento esperado de 1,6% TsT. Contudo, segundo o empresário Leônidas Herndl, é necessário cautela e contínuo acompanhamento dos números. “O resultado indica recuperação e não um crescimento”, afirma ao explicar: “Vale lembrar que a atividade ainda se recupera do choque adverso do primeiro trimestre deste ano”.

Além disso, o resultado de importações e exportações mostra um aumento do déficit externo, e os números apontam uma variação negativa dos estoques neste trimestre.