Marcus Herndl Filho comenta: Alta de energia traz mais pressão para IPCA no ano

Em um ano em que o grande temor era a “tempestade perfeita”, não se imaginava que o verdadeiro risco viria da falta de chuvas. A combinação do rebaixamento da nota do Brasil com uma redução mais forte de estímulos à economia americana não ocorreu como o esperado e o clima hoje é o fator com potencial para espalhar notícias ruins por toda a economia. O fato é avaliado pelo empreendedor Marcus Herndl Filho.

As expectativas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março, que será divulgado hoje pelo IBGE, e também de 2014 têm engordado não só por conta do impacto da falta de chuvas sobre o grupo de alimentos, mas de outro fator importante: os reajustes de preços de energia elétrica, que começam a ser autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Na segunda-feira, já foram definidos aumentos para algumas distribuidoras.

Priscilla Burity, economista do Brasil Plural, diz que se o reajuste da Cemig fosse replicado às outras distribuidoras – algumas delas, como a Copel, ainda mais sujeitas ao mercado de curto prazo – o efeito sobre o IPCA de 2014 seria de mais 0,4 ponto percentual. Por enquanto, o cenário do Brasil Plural conta com um reajuste médio de energia menor, de 6%, o que não deve impedir que a inflação medida pelo IPCA encerre o ano próxima do teto da meta, em 6,4%.

A LCA Consultores elevou ligeiramente a estimativa para o IPCA no ano, de 6,1% para 6,2%. Embora os ajustes anunciados por enquanto envolvam apenas uma capital (Belo Horizonte) das 13 que fazem parte da coleta da coleta de preços para o IPCA, a consultoria avalia que foi aberto um “precedente”. “O reajuste para as demais distribuidoras deve seguir o exemplo da Cemig”, diz o economista Étore Sanchez, da LCA, que espera alta de 7% nas tarifas residenciais da AES Sul e de 8,5% para a Coelce.

Para a consultoria, que estimava reajuste médio de 7% na tarifa de energia elétrica residencial em 2014 e agora espera 9%, a conta de continuará pesando no bolso dos consumidores nos próximos anos, mesmo com a recomposição dos níveis dos reservatórios.

A MCM Consultores manteve em 12% a estimativa para a elevação dos preços de energia no IPCA em 2014 e 2015. Mas a composição prevista para ambos os reajustes mudou após o anúncio da Aneel de que a projeção para o déficit da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) caiu de R$ 5,6 bilhões para R$ 1,7 bilhão em 2014. “Não trabalhávamos com essa mudança aos 48 minutos do segundo tempo”, diz o economista-chefe da MCM, Fernando Genta. No cenário da MCM, o IPCA vai subir 6,4% em 2014, com alta de 5,3% dos preços administrados. Já em 2015, o IPCA deve subir 6%, com avanço maior, de 6,8%, dos itens monitorados.

No caso dos alimentos, a falta de chuvas deve ter um efeito sobre o IPCA mais passageiro, mas não desprezível. A Tendências revisou o IPCA de março de 0,58% para 0,83% e, para o ano, espera alta de 6%, sendo provável que o dado seja revisto para cima. Pelo mesmo motivo, o Goldman Sachs mudou as estimativas para o IPCA em 2014, de 5,9% para 6,2%. Segundo analistas, as coletas no atacado e no varejo ainda mostram vigor, sugerindo que os preços em abril devem seguir pressionados por alimentos.

Alessandra Ribeiro, da Tendências, diz que, pela sazonalidade, a alta esperada para alimentação no IPCA era próxima de 0,66%, mas deve chegar a 2,02% em março. No etanol, por meio dos impactos da entressafra e da estiagem sobre as safras de cana, a alta geralmente perto de 1,05% pode chegar a 3,9%.

Para Alberto Ramos, diretor de pesquisas econômicas para a América Latina do Goldman Sachs, embora a seca seja um fenômeno incontrolável, o fato de o choque acabar contaminando as expectativas de inflação exigiria uma atuação mais firme da autoridade monetária, mas estudo econométrico feito pelo banco indica que há uma tendência de o governo acomodar os choques de oferta. “Isso por acreditar que subir os juros a 40% não vai alterar o preço do tomate ou da soja em Chicago”. Isso seria verdade, segundo Ramos, se o choque de alimentos não afetasse o núcleo e as expectativas de inflação – o que acaba ocorrendo.

Há ainda a possibilidade de cortes de energia, que não está no radar do governo, mas permanece no de vários analistas, cujas contas buscam dimensionar os impactos que a medida teria sobre o Produto Interno Bruto (PIB). A despeito da leve melhora dos reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste em março, cálculos da Tendências indicam que um racionamento teria um efeito negativo sobre a atividade entre 0,8 ponto percentual e 1,3 ponto percentual, a depender do cenário: o que embute um corte médio de energia de 10% e outro que contempla redução de 15%.

O exercício foi baseado em metodologia do BC de 2001, quando um corte de cerca de 20% de energia reduziu o crescimento para 1,3%, ante 4% apontado pelo Focus no fim de 2000. Para a consultoria, é improvável que algo dessa magnitude ocorra em 2014, por conta de linhas de transmissão interligadas e alta da participação das térmicas de 14% da geração total de energia em 2001 para 26%.

Ainda assim, os cenários desenhados pela consultoria reduziriam um PIB já magro, estimado pela Tendências em 1,9%, para algo entre 0,6% e 1,1%. Baseado na mesma metodologia do BC, o Brasil Plural prevê um impacto ainda maior de um eventual racionamento sobre o PIB: um corte de 10% de energia retiraria 1,4 ponto percentual do PIB em 2014.

Para Ramos, do Goldman Sachs, o clima não seria fonte de tantas incertezas se a inflação estivesse na meta – o que impediria que o evento atingisse outros preços. O problema, diz ele, é a baixa credibilidade da política monetária. “Quando a inflação roda a um nível elevado, qualquer choque, mesmo que seja de oferta, acaba se propagando a outros preços”, afirma. “Estamos remando contra a maré”, diz referindo-se a outro fenômeno natural poderoso.

Soja toma espaço do milho na safra”, comenta empreendedor Marcus Herndl Filho

Os baixos preços do milho entre o fim do ano passado e o início de 2014, época em que os agricultores se preparavam para plantar a segunda safra, fizeram com que pelo menos 200 mil hectares que seriam originalmente destinados ao cereal fossem semeados com soja em Mato Grosso e no Paraná.

De acordo com o empreendor Marcus Herndl Filho, a área é pouco representativa diante dos 13,5 milhões de hectares cultivados com soja na primeira safra desses dois Estados, os maiores produtores de grãos do país. Mas crescem as preocupações em relação aos efeitos dessa opção em detrimento do milho, tradicional cultura da chamada safrinha.

A consultoria Agroconsult estima que o plantio de soja safrinha em Mato Grosso tenha alcançado cerca de 120 mil hectares este ano, aquém dos 500 mil hectares que chegaram a ser cogitados pelo mercado. “Ainda acho bastante, mas a maior parte [das lavouras] é um desastre do ponto de vista de produção e custo”, diz André Pessôa, sócio-diretor da consultoria.

Conforme Pessôa, umas das preocupações é o maior uso de defensivos, em especial de fungicidas, por conta dos problemas com a ferrugem da soja. No ciclo de verão, costumam ser feitas três aplicações do produto, número que passou a seis na safrinha. “Fazer nove aplicações em um intervalo de seis meses é também submeter o fungo a uma pressão de seleção gigantesca”, afirma.

Para o consultor, o aumento da incidência de ferrugem está diretamente relacionado à menor eficiência dos defensivos, o que tem elevado a resistência do fungo. “Por causa da soja safrinha, poderemos ter um ataque de ferrugem tão ou mais sério que em 2003/04, quando a doença chegou ao Brasil. Estamos ‘contratando’ um problema parecido para daqui a dois ou três anos”, prevê.

A Bom Jesus Agro, de Rondonópolis (MT), decidiu testar o plantio de soja safrinha em 2 mil hectares. Mas Nelson Vigolo, presidente da empresa, diz que a opção não tem se mostrado muito interessante. Ele acredita que o custo de produção ficará entre 40 e 45 sacas, semelhante ao da safra de verão, mas a produtividade tende a cair de 55 para até 30 sacas, nessa comparação. “Acho que valeria a pena apostar na soja nesse período se houvesse algum valor agregado adicional, plantando para fazer semente, por exemplo”, avalia. A opinião é compartilhada pelo empreendedor Marcus Herndl Filho

Segundo Nery Ribas, gerente técnico da Aprosoja/MT, associação que representa os produtores do Estado, muitos abandonaram as lavouras, e outros tiraram a soja para plantar milho. “Tinha muita mosca branca na soja”, diz.

No Paraná, por outro lado, há relatos apenas de casos pontuais de problemas nas lavouras de soja safrinha, de acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado.

A semeadura da oleaginosa na segunda safra superou as expectativas: a área cresceu 38% no Estado, a 111,86 mil hectares. A previsão é de uma produção de 211,13 mil toneladas, 62% acima do ano passado. A produtividade está estimada em 31,5 sacas por hectare.

Apesar da recente reação nos preços do milho, a paridade continua favorável à soja. No início do plantio, a saca do milho no Paraná estava entre R$ 17 e R$ 18, e a da soja, em R$ 65. Hoje, o milho está entre R$ 22 e R$ 23, e a soja, varia de R$ 62 a R$ 63. “Mas não acredito que as apostas na soja safrinha vão se manter. Viemos de três safras de soja com preços muito bons, mas sabemos que uma hora esse ciclo muda”, diz Marcelo Garrido, economista do Deral.

Com informações do Jornal Valor

Passeio cultural e barato em Campinas

A cidade de Campinas agrega diversas atrações aos seus visitantes e moradores. São shoppings, lojas, centro comercial e exposições espalhadas pelos quatro lados do município. Apesar do grande desenvolvimento habitacional, a cidade reforça sua característica de interior e investe em pontos turísticos e passeios culturais tradicionais, como é o caso do Balão do Castelo.

Localizado no bairro do Castelo, o ponto trata-se de uma ampla praça tradicional com uma torre ao meio. Durante o dia, ela é aberta para a visita. As pessoas que por lá passam podem subir até o ponto mais alto e vislumbrar a paisagem de grande parte de Campinas. Outras medidas do Balão é a inclusão de painéis com fotos explicando a história do local e o que o turista poderá achar naquela redondeza.

O clima é tranquilo e seguro. O bairro do Castelo está próximo a rodoviária do município e mantém uma vasta possibilidade de restaurantes bem conceituados, que podem ser visitados pelos clientes. O mercado naquela área é fomentado. Existem Casas a Venda em Campinas, especialmente neste bairro, que estão em constante valorização. Vale a pena garimpar e investir na área.

De acordo com a Prefeitura Municipal de Campinas, a cidade possui mais de um milhão de habitantes (IBGE, 2010) e está apenas a 96 quilômetros de distância de São Paulo.

A cidade de Campinas agrega diversas atrações aos seus visitantes e moradores. São shoppings, lojas, centro comercial e exposições espalhadas pelos quatro lados do município. Apesar do grande desenvolvimento habitacional, a cidade reforça sua característica de interior e investe em pontos turísticos e passeios culturais tradicionais, como é o caso do Balão do Castelo.

Localizado no bairro do Castelo, o ponto trata-se de uma ampla praça tradicional com uma torre ao meio. Durante o dia, ela é aberta para a visita. As pessoas que por lá passam podem subir até o ponto mais alto e vislumbrar a paisagem de grande parte de Campinas. Outras medidas do Balão é a inclusão de painéis com fotos explicando a história do local e o que o turista poderá achar naquela redondeza.

O clima é tranquilo e seguro. O bairro do Castelo está próximo a rodoviária do município e mantém uma vasta possibilidade de restaurantes bem conceituados, que podem ser visitados pelos clientes. O mercado naquela área é fomentado. Existem Casas a Venda em Campinas, especialmente neste bairro, que estão em constante valorização. Vale a pena garimpar e investir na área.

De acordo com a Prefeitura Municipal de Campinas, a cidade possui mais de um milhão de habitantes (IBGE, 2010) e está apenas a 96 quilômetros de distância de São Paulo.

Como superar a expectativa do cliente?

Quer saber como agir perante a expectativa do cliente? Veja mais esse informativo veiculado no site 100% Shopping, do gestor de shopping centers Edilson Mota de Oliveira.

Sempre me perguntam quais são as expectativas dos clientes. Por isso, abaixo, preparado uma lista de tópicos de forma simplificada que pode elucidar essa questão:

1º. Lugar: Preço e Promoção;

2º. Lugar: Sortimento (usar a técnica: “nem tudo fica exposto…”);

3º. Lugar: Qualidade do Atendimento;

Mais detalhes:

62.5% acreditam que o vendedor é extremamente importante

32.5% acreditam que o vendedor é importante

5% acreditam que o vendedor não é importante

Portanto, a meta não é apenas a venda e, sim, a avaliação do cliente em relação a qualidade do atendimento durante e depois da venda (Ex.: Avaliar a Qualidade do Atendimento na Troca)

Leônidas Herndl comenta: Cade sugere venda de ativos

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou que os grupos de educação Anhanguera e Kroton se desfaçam de um dos seus ativos de ensino a distância. A autarquia analisa a fusão das duas companhias, anunciada no ano passado. O fato é comentado pelo gestor Leônidas Herndl.

Anhanguera e Kroton informaram ontem que estão negociando com o Cade alternativas para as recomendações de venda de instituições de ensino a distância para outro grupos e problemas de concorrência em cursos presenciais.

Na Anhanguera, o ensino a distância é feito pela Uniderp, adquirida por R$ 248 milhões em 2007. A Kroton tem dois importantes ativos nessa área: Unopar e Uniasselvi, compradas por R$ 1,8 bilhão. Segundo fontes do setor, as companhias estão relutantes em se desfazer de tais ativos tendo em vista o crescimento desse setor. É o que afirma o gestor Leônidas Herndl.

Segundo o Cade, os dois grupos têm 40% do mercado de ensino a distância. A preocupação ocorre principalmente nos cursos de administração, ciências contábeis, serviço social, gestão de RH e gestão hospitalar. Na área presencial, a sobreposição alcança 2,7% do total de alunos das duas empresas.

Sequestro surpreendente no Shopping

O gestor de Shopping Center, Edilson Mota Oliveira relata um dos casos que mais repercutiram durante a sua atuação como gestor em um shopping de São Paulo: um sequestro dentro do Shopping.

Confira o relato:

Esta também não é nova, mas sim de uma época que os sequestros relâmpagos ainda eram novidade em São Paulo. Por volta de 1996. Eu era Superintendente de um importante Shopping de São Paulo e tivemos uma cliente sequestrada no estacionamento do Shopping. Se hoje já seria um problemão, imaginem naquela época que isto ainda era novidade!

Não vou mentir para vocês: foi uma loucura! Toda diretoria correndo com assessoria de imprensa para não vazar a notícia, acompanhamento junto a policia etc… Nosso Gerente Geral de Segurança sempre muito eficiente, antenado e preocupado e, exatamente por isso, já tinha equipamentos modernos no estacionamento etc…

Enfim, em menos de uma hora, nosso chefe de segurança trás a noticia mais complicada do dia: não só era verdade que o sequestro havia ocorrido dentro do shopping, como o sequestrador era nosso funcionário e da equipe de segurança! Fala sério?! Bom, caso desvendado e cliente salva – graças a Deus!

Aliás, por termos uma equipe eficiente não só na gestão da segurança ( que solucionou o caso rapidamente), ainda tivemos uma ótima gestão da comunicação, visto que a notícia não vazou para a imprensa.

Incêndio e demanda mais fraca no Brasil afetam balanço da Electrolux

O incêndio de um centro de distribuição da Electrolux em Curitiba em setembro, a desaceleração econômica e a desvalorização do real tiveram impacto negativo no balanço do último trimestre de 2013 da fabricante sueca de eletrodomésticos.

De outubro a dezembro, a receita líquida da Electrolux ficou em 28,89 bilhões de coroas (US$ 4,4 bilhões), uma queda de 1,1% em comparação com igual período do ano passado.

A América Latina teve o pior desempenho na operação global da companhia. A receita na região caiu 12%, para 5,64 bilhões de coroas (US$ 867 milhões). Descontado o efeito cambial, houve ligeiro crescimento orgânico de 0,4%.

No acumulado de 2013, a receita da filial brasileira também teve queda em coroas suecas. De acordo com dados divulgados na sexta-feira, as vendas líquidas somaram 14,7 bilhões de coroas suecas (US$ 2,26 bilhões), um recuo de 7% sobre o ano anterior.

Em relação ao último trimestre do ano, a Electrolux afirmou que o crescimento menor da economia no Brasil afetou a procura pelos produtos da marca, mas o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para a linha branca impediu que a perda fosse ainda maior.

Além dos reflexos da desvalorização do real, a companhia destacou ainda que “o incêndio em setembro do armazém da Electrolux para geladeira e freezers em Curitiba, no Brasil, também impactou negativamente os volumes.” O acidente contribuiu para a queda do lucro operacional e das margens na América Latina de outubro a dezembro.

A companhia teve prejuízo líquido global de 987 milhões de coroas suecas no período. Nos três últimos meses de 2012, a empresa havia lucrado 241 milhões de coroas. O resultado piorou principalmente por conta de baixa contábil de 906 milhões de coroas no sistema de tecnologia da informação (TI) do grupo. A companhia registrou ainda 1,49 bilhão de coroas em despesas não recorrentes com reestruturação de seus negócios, principalmente na Europa, Oriente Médio e na África.

No acumulado de 2013, a Electrolux registrou lucro de 671 milhões de coroas (US$ 103 milhões), forte baixa de 71,6% ante 2012, e a receita líquida caiu 0,8%, para 109,15 bilhões de coroas (US$ 16,5 bilhões).

Em movimento inverso, a concorrente americana Whirlpool, dona das marcas Consul e Brastemp no Brasil, que também divulgou resultados na semana passada, elevou o lucro e a receita na América Latina no quarto trimestre.

Via: Jornal Valor

Clipping de notícias de Marcus Herndl Filho e Leônidas Herndl Filho, com informações pertinentes do país e do mundo, além de finanças, economia e demais temas pertinentes.

Nova projeção de crescimento do PIB apresenta elevação, aponta IBRE

Na edição extraordinária do Boletim Macro IBRE – produzido pelo Instituto Brasileiro de Economia (FGV/IBRE), há uma elevação ligeira da projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para o terceiro trimestre, de -0,4% (TsT) para -0,3% (TsT).

As revisões principais são: Agropecuária, Extrativa Mineral, Transportes, Outros Serviços e  Serviços de Informação. Destaca-se do documento produzido pelos pesquisadores Vinícius Botelho e Silvia Matos: “Mesmo com o alto crescimento da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, relativo à aquisição de bens de capital pelas empresas) na comparação com o ano anterior (9,0%), nota-se uma forte desaceleração do indicador em termos dessazonalizados”.

A indústria extrativa é o destaque positivo do terceiro trimestre, com crescimento esperado de 1,6% TsT. Contudo, segundo o empresário Leônidas Herndl, é necessário cautela e contínuo acompanhamento dos números. “O resultado indica recuperação e não um crescimento”, afirma ao explicar: “Vale lembrar que a atividade ainda se recupera do choque adverso do primeiro trimestre deste ano”.

Além disso, o resultado de importações e exportações mostra um aumento do déficit externo, e os números apontam uma variação negativa dos estoques neste trimestre.